ABAL debate o abastecimento de perfis de alumínio em live promovida pela Afeal – Associação Brasileira do Alumínio – ABAL
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ABAL debate o abastecimento de perfis de alumínio em live promovida pela Afeal

 

Na última quarta-feira, 30 de setembro, a ABAL participou de live promovida pela Afeal, para debater o tema “Abastecimento e fornecimento de perfis de alumínio”. O presidente-executivo, Milton Rego, representou a entidade e esteve ao lado de Alberto Cordeiro, presidente da Afeal; Alexandre Casasco, diretor Comercial da Perfil Alumínio; Fabiano Schneider Urso, gerente Geral e Comercial da CBA; Gerando Fornasa, fundador e presidente do Grupo Ibrap; e Marcelo Rodrigues, diretor Comercial e de Marketing da Hydro.

Preço do alumínio

O presidente-executivo da ABAL iniciou a live explicando sobre a característica própria do setor do alumínio para a composição dos preços de perfis.

“O alumínio é uma commoditie. O preço é transacionado no mercado mundial. O Brasil não faz o preço do alumínio. Quem faz é a bolsa de Londres – London Metal Exchange. O alumínio como commoditie é usado não apenas como compra e venda do metal, mas também como uma aplicação financeira. A demanda dos mercados internacionais varia por conta de três segmentos: infraestrutura e construção, embalagens e transportes. Pelo lado da oferta, você tem hoje um mercado superavitário, com excesso no mercado internacional”, disse. “Mas a capacidade de entrega não é imediata. Há também os lingotes estocados em diversos armazéns, especialmente na Europa. A disponibilidade imediata do metal é chamada ‘prêmio’. O preço é formado pelo LME e pelo prêmio, que é a oferta física de disponibilidade, tanto do frete como de entrar na ‘fila’ da bolsa de Londres. Você pode pagar pela antecipação na ‘fila’. Quanto mais complicado o porto de destino, maior é o prêmio. A mesma dinâmica funciona para a matéria-prima para fabricar o alumínio”, acrescentou.

Alexandre Casasco complementou a explanação.

“Somos muito indagados pelos nossos clientes: o dólar abaixou, mas o preço do alumínio não. Geralmente o LME e o dólar estão na contramão, quando um sobe o outro desce. Nos últimos meses os dois subiram e tivemos um recorde histórico de preços em reais”.

Aumento inesperado da demanda

O salto inesperado da demanda também foi explorado no painel, com a queda de estoques e o impulsionamento gerado pelo auxílio emergencial. Marcelo Rodrigues explicou sobre como se deu todo o processo dentro da Hydro.

“O início da pandemia foi um momento de incerteza. Optamos pela redução dos estoques por segurança, férias, redução de jornada. Fizemos ajustes e, para nossa surpresa, o aumento da demanda foi maior que o esperado”, disse.

Ele explicou que a capacidade de extrusão instalada hoje no Brasil é muito maior que a demanda.

“O ajuste é apenas uma questão de tempo. Em 60 a 90 dias teremos uma situação regularizada. O aumento da demanda gerou uma bolha e precisamos entender o real patamar da nova demanda para 2021”.

Alberto Cordeiro citou a importância do planejamento de longo prazo.

“Quanto maior for nossa previsibilidade, quanto mais conseguirmos organizar nossas demandas para o futuro, mais fácil fica a organização do atendimento”.

Geraldo Fornasa, da Ibrap, comentou sobre sua visão sobre o aumento da demanda.

“Quando se iniciou a pandemia, a produção caiu e, na retomada, estamos produzindo mais, estamos com estoque muito maior, pois acreditamos que vai faltar. Há metal e é claro que, com a velocidade de consumo, rapidamente contratamos pessoas, fizemos as compras. Ainda há insumos que estão faltando em certo nível. No Brasil o alumínio não tem aquela produção do metal primário, mas em extrusão, temos uma super capacidade e muitas fábricas estão ampliando a produção. O juro é baixo, a construção é um mecanismo para a retomada econômica, há déficit habitacional. Existe otimismo”, disse.

Oportunidades

Fabiano Uso, da CBA, comentou sobre as oportunidades que surgiram com o cenário pandêmico de 2020.

“O extrusor e o sistemista precisam se unir para oferecer mais qualidade, criar novos produtos, atuar no desenvolvimentos de perfis, projetos, reduzir custos de produtos, tudo isso tem de ser usado para aumentar nossa competitividade. As pessoas passaram muito tempo em casa e percebem o que estava faltando. Muita gente foi reformar. Isso afetou diversos segmentos. A população recebeu auxílio, mas outra parcela que poderia estar gastando dinheiro fora, está gastando dinheiro aqui no Brasil. Há muitas oportunidades, as empresas estão preparadas. Consigo afirmar que a matéria-prima não vai faltar”.

Alexandre Casasco complementou.

“A questão do PSQ é importante. Esse grupo atua num novo nicho de mercado. Para nós, o que nosso cliente quer qualidade. É muito importante fazer parte de uma cadeia que quer vender qualidade, que quer vender valor. Temos lançado produtos e fazer parte de uma associação em prol de um bem comum, vemos que quem ganha é o consumidor. Ele está cada vez mais exigente, temos de entregar produtos dentro de norma. Nós que estamos aqui hoje somos o grupo pioneiro e incansável”. 

Para assistir à live completa, acesse o Youtube da AFEAL.