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18 de março de 2019
ABAL se posiciona a favor da redução do preço da energia elétrica e do gás natural

ABAL, em conjunto com 14 entidades setoriais de relevância do País, se posiciona a favor da redução do preço da energia elétrica e do gás natural. A Associação assinou carta enviada ao vice-presidente da República, General Hamilton Mourão, e aos ministros de Minas e Energia e da Economia, Bento Albuquerque e Paulo Guedes.

Em entrevista ao Jornal Estado de S.Paulo (veja aqui), o presidente-executivo da ABAL, Milton Rego, destacou que o custo da energia é essencial para o setor. No ano passado, o Brasil produziu  700 mil toneladas de alumínio, menos da metade dos 1,7 milhão de 2008.

“Temos de abrir o mercado. Casos como vimos em São Paulo, com reajuste da ordem de 30%, acontecem porque temos pouquíssimos players no mercado, e eles compram tudo de uma empresa só: a Petrobras.”

ABAL segue atenta às questões que impactam diretamente os negócios das nossas empresas associadas e toda a indústria do alumínio.

Clique aqui ou leia abaixo a íntegra da carta assinada pela ABAL e demais entidades.

Exmo Sr. Ministro Bento Albuquerque,

O setor produtivo brasileiro acompanha os esforços do governo para a retomada do crescimento
nacional com expectativa positiva, ciente de que um novo ciclo de desenvolvimento virá a partir da necessária reforma da previdência e das mudanças estruturais da nossa economia.

Nas diversas apresentações e reuniões com este ministério e sua equipe, o tema da sustentabilidade e da competitividade tem estado sempre presente. Estas diretrizes do MME estão espelhadas também na entrevista do ministro Paulo Guedes ao Jornal Estado de S. Paulo, no último domingo, mencionando a disposição do governo em realizar um choque de energia competitiva através da promoção da competição, tema que já têm sido objeto de interações entre as equipes das associações da indústria aqui subscritas.

O caminho a ser trilhado agora passa pela modernização do setor de energia, pela atração de capitais, a redução dos riscos de investimento e do custo de capital por meio de um ambiente confiável, tanto na indústria de energia quanto na indústria consumidora e pela promoção da competição. Estamos certos de que todos os setores da economia poderão ganhar com esse modelo, em especial ganha o país, com o desenvolvimento, a geração de empregos, uma maior arrecadação e com novos investimentos, em um ciclo virtuoso de recuperação da economia. Entendemos importante empreender essa agenda e expressar nossa convergência para torna-la viável.

Estudos realizados pela Abrace, associação dos grandes consumidores de energia, identificam que a redução de cada R$1/MWh no custo da energia representa um aumento da riqueza nacional de quase R$ 4 bilhões em 10 anos. Preços competitivos de gás e energia elétrica podem agregar 1% de crescimento anual ao PIB brasileiro gerando 12 milhões de empregos no mesmo período. Esta redução significativa dos preços da energia é possível, quando se verifica que, para a energia elétrica, mais da metade do seu custo, está vinculado a impostos, taxas, encargos, subsídios e tributos. No caso do gás natural, o preço final aos consumidores industriais brasileiros chega a ser quase 3 vezes maior que o valor pago pela indústria nos Estados Unidos.

Esses números refletem que o aumento da energia elétrica para a indústria desde 2000 foi 3 vezes maior do que a inflação no período e, no caso do gás natural, o aumento foi de quase 7 vezes superior ao da inflação. Sendo assim, Sr. Ministro, as associações aqui subscritas, que representam importantes segmentos da produção nacional e a Abrace, que congrega os diversos setores da indústria em torno do tema energia, gostariam de solicitar uma reunião para registrar a nossa convergência e apresentar propostas, para esse choque competitivo na energia além de estabelecer uma agenda de discussão com a sociedade dos benefícios com a sua implementação.

Atenciosamente,
Paulo Pedrosa
Presidente da ABRACE
(em nome das associações co-assinantes)

ABAL – Associação Brasileira do Alumínio

ABEEólica – Associação Brasileira de Energia Eólica

Abiclor – Associação Brasileira da Indústria de Álcalis, Cloro e Derivados

Abiquim – Associação Brasileira da Indústria Química

Abit – Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção

Abividro – Associação Brasileira das Indústrias de Vidro

Abrace – Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia

Abraceel – Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia

Abradee – Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica

Abrafe – Associação Brasileira dos Produtores de Ferroligas e Silício Metálico

Abraget – Associação Brasileira Geradoras Termelétricas

Anfacer – Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica

Aspacer – Associação Paulista das Cerâmicas de Revestimento

Idec – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor

Iabr – Instituto Aço Brasil