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19 de março de 2019
Alcoa estreita o relacionamento com a comunidade em visitas à mina de Juruti

“Antes eu só sabia de fora como era a operação da Alcoa. Com a visita, pude ver de perto os trabalhos que são feitos aqui em Juruti. Não tem risco nas lagoas. É muito bom ver que a empresa tem informado a população. Vou levar o que aprendi para as comunidades que visitar”. A fala do vice-presidente da Câmara de Juruti, Lucemir Pereira, simplifica a impressão após uma visita às operações da mina de bauxita no município.

Lucemir é uma das 141 pessoas, entre lideranças comunitárias, autoridades e representantes de organizações civis e de ensino, que participaram do Programa Visita da Comunidade em 2019. A Alcoa destaca que o programa já existe desde a época da implantação do projeto de mineração e, recentemente, registrou maior procura após os acidentes com barragens de rejeito de minério ocorridos em Minas Gerais.

Até agora, foram mais de 3.200 visitantes que conheceram de perto o processo de lavra, reflorestamento, beneficiamento, transporte ferroviário e embarque portuário da bauxita, assim como o sistema de disposição de rejeitos em lagoas. A próxima visita será com os membros da Associação das Comunidades da Região de Juruti Velho (Acorjuve), no dia 22 de março

A professora de Engenharia de Minas da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), Amanda Oliveira, considera positiva a ação da Alcoa.

“Foi bastante esclarecedora a visita, ver as lagoas e como a empresa tem cumprido o seu papel. Foi muito bom saber que a Alcoa adota novos métodos para utilizar os materiais de rejeitos das lagoas. Que tem investido em tecnologia. A mineração é necessária, afinal, a maioria dos produtos que fazemos uso vem dela. É uma atividade importante e fundamental para a sociedade”, declara.

Operações e segurança

A Alcoa opera em Juruti desde 2009. No processo, o minério lavrado passa por beneficiamento simples, que inclui a lavagem da bauxita somente com água – sem nenhum produto químico – e um sistema de lagoas, que garante a disposição do rejeito da lavagem e a reutilização de pelo menos metade da água do processo.

O sistema é formado por uma lagoa de espessamento, com função de armazenar água para atender o processo de lavagem, e cinco lagoas de disposição, que são depósitos definitivos do material, feitas em áreas já mineradas, onde, após secagem natural, o material volta a ter característica de solo e no futuro devem ser reabilitadas e reflorestadas com espécies catalogadas antes da mineração.

Diferentemente das barragens, que possuem conceito construtivo de represamento entre vales E com pressão única do rejeito sobre o barramento, o sistema de lagoas da Alcoa distribui a pressão por toda a estrutura. Além disso, desde 2013, as lagoas são construídas a partir das cavas remanescentes da lavra, com diques para regularizar o terreno próximo à estrutura natural, ou seja, o represamento é feito para baixo.

Segundo Genesis Costa, gerente de Produção da Alcoa Juruti, as lagoas da empresa possuem capacidade de armazenamento suficiente para manter operações seguras e de acordo com a classificação da Agência Nacional de Mineração (ANM).

“Nossas estruturas são consideradas de baixo risco, pois armazenam somente argila bauxítica, que é um material classificado como inerte e não-perigoso. Nenhum produto químico é usado no nosso processo de lavagem do minério”, explica.

O sistema possui monitoramento permanente e recebe inspeções, vistorias e fiscalizações das equipes operacionais, órgãos reguladores e auditores independentes – sem qualquer sintoma de insegurança.

“Mesmo sem obrigação da legislação, a Alcoa Juruti possui um plano de emergência que rege diversas atividades de monitoramento e mitigação para gerenciar os riscos, reduzindo ou eliminando o impacto externo”, comenta o gerente de Produção. “O sistema conta com bacia de contenção de emergência preparada para chuvas intensas com ocorrência a cada 10 mil anos”, conclui.

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Legenda da foto: Comitiva de representantes do Governo Municipal de Juruti na área das lagoas – crédito: divulgação

Fonte: Portal da Mineração