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12 de Março de 2018
Alcoa valoriza habilidade feminina no reflorestamento em Juruti
As comunitárias de Juruti Velho são protagonistas do programa de produção de mudas de espécies nativas e reabilitação de áreas mineradas.

Durante os próximos cinco meses, a habilidade feminina e a experiência da comunidade serão presenças marcantes no trabalho de reflorestamento das áreas mineradas pela Alcoa no empreendimento de bauxita que mantém no município de Juruti. Moradoras das comunidades da região de Juruti Velho foram contratadas para fazer o trabalho de plantio de mudas de espécies florestais nativas, que atualmente já são produzidas também por elas e por outros comunitários.

A participação das mulheres no processo de restauração ecológica da Alcoa Juruti vem acontecendo desde 2009 com o programa de produção de mudas, no qual mais de 90% das mudas usadas no reflorestamento da empresa são produzidas por mulheres. Um total de 16 comunidades do município participam do programa, chegando a envolver em torno de 180 famílias.

Verificando a oportunidade dos mesmos produtores também assumirem a atividade de plantio das mudas nas áreas de reflorestamento como outra fonte de geração de renda, os comunitários foram capacitados e desde 2016 realizam o trabalho nas áreas mineradas. “No entanto, o plantio dessas mudas era feito somente por homens e achamos importante levar também a esta atividade os valores de equidade de gênero e diversidade praticados na Alcoa, agregando a habilidade feminina no processo de restauração ecológica”, explica a Engenheira Florestal, Susiele Tavares, que integra o efetivo de cargos técnicos e de liderança da empresa, que gira em torno de 30% da população feminina da Alcoa.

Ela acrescenta que a atividade de plantio é feita uma vez ao ano somente no período chuvoso, em torno de janeiro a junho, e a quantidade de mudas plantadas varia em função da disponibilidade de áreas liberadas pela mineração. Neste ano de 2018 serão plantadas 50 mil mudas de 108 espécies nativas, entre elas a Castanha-do-Brasil, Angelim, Itaúba, Sucupira, Pau Rosa e outras, todas produzidas pelos comunitários.

Reabilitação – O Programa de Reabilitação de Áreas Mineradas da Alcoa Juruti utiliza a técnica de nucleação. O método, respaldado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará, é pioneiro na mineração de bauxita na região amazônica e vem sendo referência para outras unidades da Alcoa no mundo, além de outras empresas do setor. A técnica acelera o processo de formação natural do solo e busca deixar o ambiente o mais próximo do original, além de reduzir a emissão de Gases de Efeito Estufa comumente gerados no método tradicional de reflorestamento.

No preparo da área a ser minerada, todo o material lenhoso, como galhadas, troncos e raízes, é depositado sobre o solo nos locais de onde a bauxita já foi extraída. Isso favorece a reabilitação de todo o sistema florestal ali contido.

As galhadas, troncos e raízes servem de poleiros e tocas, sendo ambiente convidativo ao retorno dos animais e consequente transporte de sementes para a área. Nesses locais, foi observada a polinização das flores, árvores com frutos e ocupação de animais, inclusive de médio porte. Em áreas onde está sendo aplicada a nucleação, a cobertura vegetal é acima de 80% já no primeiro ano de implantação.