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9 de agosto de 2019
Mineração Rio do Norte celebra 40 anos de operação no Pará

O mês de agosto é um marco para a Mineração Rio do Norte, que celebra 40 anos de operação no Estado do Pará. No dia 13/08/1979, no distrito de Porto Trombetas, em Oriximiná, acontecia o primeiro embarque de bauxita no navio Cape Race, com 21 mil toneladas de minério rumo ao Canadá. Desde o início das atividades, a mineradora já embarcou 438 milhões de toneladas de bauxita.

A MRN conta com a maior operação de bauxita do Brasil, o que contribui para que o País seja o quarto maior produtor do mundo. Em 2018, a empresa produziu 14,8 milhões de toneladas, das quais 51,4% foi destinada para América do Sul; 20,5% para América do Norte; 16,4% para Europa; e 11,7% para Ásia. A empresa é também uma das maiores geradoras de empregos no Estado, respondendo por cerca de 5 mil postos de trabalho, diretos e indiretos, sendo 85% da mão de obra formada por paraenses.

A bauxita está presente na vida da humanidade. Tudo porque o minério é a matéria-prima do alumínio, metal utilizado em larga escala para a fabricação de produtos para a indústria e fornecimento de serviços essenciais, como transmissão e distribuição de energia, equipamentos médicos, computadores, construção civil e uma variedade infinita utensílios domésticos. O alumínio também integra a estrutura de embarcações, veículos terrestres e aéreos, além de ser utilizado no revestimento de embalagens, tais como latas e caixas usadas.

Uma trajetória com muitas histórias

O aniversário da mineradora é um capítulo especial na vida de empregados e  moradores do distrito de Porto Trombetas. Para o operador Rosivaldo Dias da Costa, 65 anos, a comemoração é dupla. No mês passado, o profissional completou 40 anos de atividades na empresa e guarda na memória o privilégio de ter presenciado o primeiro embarque de bauxita.

“É muito emocionante. Fico feliz de fazer parte desta história. A empresa me deu oportunidades de aprendizado e acreditou no meu trabalho. Outra grande conquista foi a minha família. Em Porto Trombetas, sede da empresa, foi onde casei e tive meus filhos. Meu desejo à empresa é que venham mais 40 anos”, diz Rosivaldo.

Há 30 anos na MRN, João Eleutério Oliveira, 62 anos, relata com emoção a trajetória na companhia. Toda formação profissional foi apoiada pela mineradora.

“Agradeço a empresa por todas as chances de qualificação e desafios, entre eles o de participar, praticamente, da abertura de todas as minas. Também agradeço por ter dado oportunidade para os meus filhos crescerem em uma qualidade de vida excelente e depois saírem daqui com um nível de instrução excelente para buscar o que eles almejavam da vida deles”, declara.

A mineração de bauxita também incentivou o empreendedorismo no distrito de Porto Trombetas. Maria das Dores, conhecida como Nega, acompanhou o esposo José Wellington, que trabalha há 22 na empresa. Sempre muito ativa, decidiu investir no próprio negócio.

“Comecei fazendo unhas e, há oito anos, tenho o meu salão de beleza. Sou apaixonada por Porto Trombetas, lugar muito abençoado onde criei meus filhos”, afirma.

Investimentos & sustentabilidade

Guido Germani, diretor presidente da Mineração Rio do Norte, ressalta o orgulho da empresa em fazer mineração, em plena Amazônia, com sustentabilidade e respeito ao meio ambiente e comunidades vizinhas.

“Todas as nossas ações são pautadas por princípios de sustentabilidade, garantindo segurança das operações e fomentando o desenvolvimento sustentável das comunidades onde estamos presentes. Prova disso é que, nos últimos dois anos, a MRN investiu R$ 18,520 milhões em 63 projetos socioambientais, beneficiando mais de 100 mil pessoas”, comemora.

A mineradora é uma das empresas que mais investem na preservação do meio ambiente no Pará. Durante 40 anos, a Mineração Rio do Norte reabilitou 7.028,48 hectares, onde foram plantadas mais de 14,5 milhões de mudas de 450 espécies arbóreas nativas.

A empresa produz em torno de 800 mil mudas de espécies vegetais nativas por ano, utilizando sementes adquiridas nas comunidades ribeirinhas do Lago Sapucuá. Com isso, gera renda e contribui para a preservação das espécies vegetais locais. Além disso, a empresa desenvolve uma série de iniciativas voltadas para o monitoramento do ar, água, resgate da flora e fauna, gestão de resíduos, entre outras.

A economia do Pará também é incrementada pelas contribuições financeiras oriundas da mineração de bauxita da empresa. Em 2018, o Estado arrecadou R$ 237,3 milhões em impostos e R$ 46,3 milhões de CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais).

Atuação social

A forma de pensar e fomentar o desenvolvimento local, em parceria com as comunidades e agentes sociais, também é um diferencial destacado pelo diretor de Sustentabilidade da MRN, Vladimir Moreira.

“O Programa Territórios Sustentáveis é um exemplo disso. Desde 2015, apoiamos a iniciativa como forma de imprimir um novo modelo de relacionamento e de atuação social nos municípios de Oriximiná, Terra Santa e Faro. Nosso objetivo é implantar ações duradouras que reflitam no desenvolvimento sustentável e melhoraria da qualidade de vida dos moradores desses municípios”, afirma o executivo.

O Territórios Sustentáveis realiza atividades dentro de cinco eixos: capital social (projetos comunitários, oficinas, treinamentos, elaboração de projetos, revisão de estatutos, regimentos internos, entre outras); gestão pública (consultoria em planejamentos estratégicos municipais e Código Tributário e planos de saneamento); desenvolvimento econômico (plano de negócios, diagnósticos, planos de uso de royalties, fomento ao turismo local, entre outras ações); quilombola (planos de vida, capacitação, assessoria e estruturação) e gestão ambiental (planos de saneamento urbano, capacitações, cadastros ambientais rurais, diagnósticos, dentre outros).

O programa é gerido pela Agenda Pública, Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e Equipe de Conservação da Amazônia (Ecam), com aporte financeiro da mineradora. Nos últimos dois anos, a MRN realizou investimentos de R$ 6.440.074,58 no Territórios Sustentáveis.

Crédito da imagem: Tarso Sarraf