Produção da Hydro no Brasil cresce mesmo na crise – Associação Brasileira do Alumínio – ABAL
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Produção da Hydro no Brasil cresce mesmo na crise

 

Um ano após o fim embargo de produção na Alunorte, subsidiária da Hydro Brasil, a companhia está prestes a atingir o nível de atividade de dois anos atrás. O vice-presidente de Bauxita e Alumina da Hydro no Brasil, John Thuestad, disse que a produção de alumina deverá atingir a capacidade até o fim deste ano.

Segundo ele, mesmo com a pandemia de covid-19, as vendas e as exportações se mantiveram nos mesmos volumes. De acordo com o balanço da empresa, se a produção se mantiver nos patamares do primeiro trimestre deste ano, ao fim de 2020 serão 6,1 milhões de toneladas de alumina produzida na Alunorte.

“Hoje, operamos em 95% de nossa capacidade. No mercado de bauxita, alumina e metais primários a pandemia não afetou muito. Seguimos operando nos níveis normais e eventuais ajustes que aconteceram ao redor do mundo acabam sendo compensados pela retomada da China”, disse.

Segundo dados da companhia, os volumes de produção de bauxita e alumina de abril e maio aumentaram em comparação com o mesmo período de 2019, como resultado do aumento da produção na mina de bauxita Paragominas e na refinaria de alumina Alunorte no Brasil, após o embargo.

No período, foram produzidas 1,76 milhão de toneladas ante 910 mil toneladas, um aumento de 94%. Já a produção de alumina cresceu 82%, passando de 543 mil toneladas para 989 mil toneladas.

Em função da manutenção da atividade produtiva, a companhia vai economizar 2,4 bilhões de coroas norueguesas (NOK) (US$ 251 milhões) até o fim do ano.

“O objetivo do programa de melhoria global da Hydro de [atingir] 7,3 bilhões de coroas norueguesas até 2023 mantém-se inalterado. Mas não se espera atingir a meta de economizar 4,1 bilhões de coroas norueguesas em 2020, devido à diminuição prevista dos volumes e à evolução do mercado”, informou a companhia.

O preço da alumina foi o mais afetado pela pandemia, segundo o executivo.

“Antes dessa situação, a tonelada de alumina era cotada a US$ 300, hoje está em torno de US$ 250 a US$ 220. Com isso, tivemos um impacto na rentabilidade, apesar da produção ter se mantido”, afirmou Thuestad.

O executivo disse que com base nos preços atuais e as “incertezas significativas no futuro”, globalmente, a companhia espera impacto positivo no custo da Alunorte, resultante da redução dos preços das matérias-primas.

“Mas este efeito positivo pode ser parcialmente impactado pelo preço da alumina no mercado internacional.”

As vendas de alumina da Hydro mantiveram-se basicamente no mesmo nível de antes da pandemia. Os principais mercados continuam a ser o sistema produção de alumínio primário da Hydro na Noruega, Qatar, Alemanha, Eslováquia e Canadá.

O executivo ressaltou, ainda, que na divisão de bauxita e alumina a companhia conseguiu implementar as medidas necessárias para proteger os funcionários nas áreas de produção.

“O que nos permitiu manter um ritmo regular nas nossas operações”, disse.

A Hydro aplicou, ainda, R$ 15 milhões em ações de combate ao novo coronavírus nas regiões onde atua. Entre as iniciativas, a companhia doou recursos para a instalação e manutenção de hospitais de campanha no Pará.

Fonte: Valor Econômico