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4 de setembro de 2004
Análise confirma boas condições sanitárias das latas de alumínio
Pesquisa do Centro de Tecnologia da Embalagem (CETEA) não encontrou Leptospira, Salmonella e coliformes fecais

Mesmo comprovada a falsidade da mensagem que circula há anos na Internet sobre o suposto “perigo” de se consumir bebidas em latas, a indústria de latas de alumínio decidiu realizar um estudo com uma entidade independente e idônea para esclarecer a questão. Assim, o Centro de Tecnologia da Embalagem (CETEA), do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), conduziu um estudo de 2003, para analisar a qualidade higiênica das latas de refrigerante e cerveja. Também foram analisadas embalagens plásticas de água mineral, copos de vidro e canudos.

Cada categoria foi estudada em função da estocagem e comercialização. O material analisado foi coletado em bares, restaurantes, supermercados, distribuidoras, vending machines, ambulantes e quiosques. Nos dois últimos tipos de pontos-de-venda, também foram coletadas amostras de gelo e água utilizados para resfriamento dos produtos. O resultado das análises mostrou que as latas apresentavam boas condições higiênicas e sanitárias. Em 100% das amostras houve ausência total de Escherichia coli, Leptospira e Salmonella, ou seja, não apresentaram risco de contaminação.

Opinião do especialista

Especializado em microbiologia, imunologia e análises clínicas, mestre e doutor em microbiologia aplicada aos alimentos pelo Instituto de Ciências Biomédicas da USP, o microbiologista Dr. Eneo Alves da Silva Jr. comparou os resultados do estudo das superfícies das latas do CETEA/ITAL com padrões microbiológicos dos alimentos. Esses parâmetros foram definidos pelo Estado de São Paulo (higiênicos – Decreto 12486, de 20 de outubro de 1978) e pela Anvisa-Agência Nacional de Vigilância Sanitária (sanitários – RDC 12, de 02 de janeiro de 2001, uma vez que não existe legislação que determine esses padrões para superfície de latas e embalagens. Do cruzamento resultou que os valores obtidos nas análises das latas são muito inferiores à faixa de tolerância da contagem microbiana dos alimentos. Dr. Silva Junior verificou que os valores identificados nas latas analisadas guardam semelhança com os parâmetros microbiológicos, higiênicos e sanitários determinados para vários alimentos, concluindo que:  100% das latas analisadas pelo CETEA/ITAL estão nos padrões sanitários exigidos pela Anvisa. Ou seja, não apresentaram microorganismos causadores de doenças;  100% da amostra respeita os padrões higiênicos estabelecidos pelo Estado de São Paulo. A lenda das latinhas contaminadas nasceu de mensagens falsas que circulam na Internet. Os e-mails alertam para o “perigo” de contaminação por “urina seca” de ratos, provocando leptospirose. Entretanto, o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria da Saúde de São Paulo explica que, para haver a contaminação, seria necessário que a urina estivesse aparente, pois a Leptospira só sobrevive em meio líquido, além de viver poucas horas quando exposta ao calor. Entre as várias ações de esclarecimento ao público, a Associação Brasileira do Alumínio – ABAL, a Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade – ABRALATAS, a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas Não Alcoólicas – ABIR e o Sindicato Nacional das Indústrias da Cerveja – SINDICERV, em seus websites e outros meios, têm orientado os internautas a utilizar o bom senso e não retransmitir esse tipo de mensagem.

FIQUE ATENTO!
Por tudo isso, se você receber um e-mail alertando para o risco de se beber cervejas e refrigerantes em lata, use o bom senso antes de retransmiti-lo.
Tenha em mente que a indústria de latas, assim como os fabricantes de bebidas, respeitam padrões internacionais, além de normas próprias de produção, e garantem a qualidade e a integridade de seus produtos.
Portanto, a questão a respeito da qual se deve alertar a população é a da higiene no armazenamento e na manipulação dos produtos em geral e essa é uma preocupação que vale para todo e qualquer produto e/ou embalagem, e não apenas para as latas de bebidas. O caminho para se evitar problemas é um só: hábitos básicos de higiene.

A Associação Brasileira do Alumínio está disponível para quaisquer outros esclarecimentos, por meio de sua Assessoria de Imprensa, no tel.: (11) 5904-6450.

Saiba mais:
E-mail traz acusação falsa sobre latas de alumínio
Mitos e verdades sobre as latinhas – Correio Braziliense (05/10/2004)

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